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quinta-feira, julho 29, 2004

A poesia de Fernanda Barreto 





não é o mesmo mar.

ainda que sejam os mesmos
o azul, o verde
a espuma a borbulhar
eu sei que não podia caminhar
sobre ele
como quem acredita no destino.

não é o mesmo mar, nem é a mesma
aquela que caminha, devagar
ao encontro das ondas...

por muito azul que seja
ainda
este querer voltar.

Fernanda Barreto (inédito)






anhara no sul de Angola


o comboio crescia lentamente
pouca-terra, pouca-terra
cuspindo fogo na paisagem.

e a anhara acordava de mansinho:
mulher-menina na manhã tranquila
rasgava o ventre para acolher
a máquina de ferro


Fernanda Barreto (inédito)





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