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terça-feira, julho 13, 2004




POEMA A UMA PETÚNIA LILÁS


Na tarde que persiste,
não és de todo morta ainda:
(na tua haste esguia
há uma lembrança ou sugestão de vida.)

Mas sei que estás dormida.
Que o vento corre agreste,
e sobre o chão te inclina
talvez não com rudeza verdadeira.

A terra é que te espera
(a terra densa e boa)
que espera a tua hora definida.

Quando a noite chegar
(e a lua, se houver lua)
talvez tua atitude permaneça
entre a verdade e a dúvida.

Mas sei que estás dormida.
Que o dizem tua cor e teu perfume.


Glória de Sant'Anna

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