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quinta-feira, julho 15, 2004

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A poesia não é só o domínio da língua, até porque ela é indomável. Mas a ternura pelos fracos: as crianças, as mulheres (tão vulneráveis), os velhos já senis. E os pobres animais bravios. Às vezes acordo, às quatro da manhã, a pensar em pardais nos ramos, com o bico sob a asa, fustigados pela chuva, à espera de que o sol raie.
Quando o vento sopra em rajadas, como baterá o coraçãozinho deles? Já os tenho visto caídos, mortos.
Que estranho é o nosso coração: substituímos nele os animais e as pessoas que nos foram queridas como se todos tivessem tido a mesma importância, nenhuma.



Súbdito só de quem não reina,
aqui louvo os animais.
Há, entre mim e eles, uma funda
relação de videntes:
.......


Sebastião Alba
Albas



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