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terça-feira, junho 01, 2004

POEMA

O lar
não se restringe ao sítio onde moramos.
Pode-se residir numa casa
e não ter amor ao lugar.

O lar
é mais do que as paredes
o lustre no tecto e um soalho.

O lar é o pai
a mãe e os filhos juntos
bebendo da mesma água
repartindo o mesmo pão.

Casa pode ser palácio
mas dez tábuas e seis zincos
é a arquitectura metamorfose
de barraca símbolo de lar.

O lar e a dor
são duas palavras que num sopro
qualquer pode pronunciar
mas na gramática da vida
as duas sílabas tão fáceis
são cosmos para soletrar.

José Craveirinha
Poemas da Prisão

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