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segunda-feira, maio 31, 2004


Cravos dos Poetas (Dianthus Barbatus)

TEORIA DO VERSO

De rojo não há poesia;
não há verso
por mais rasteiro
que não aspire ao alto: estrela
ou farol iluminando o ser
da palavra.
Assim o sapo:
no vagaroso e inocente
e desmedido olhar do sapo
as águas são de vidro.

Eugénio de Andrade
Ofício de Paciência

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