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segunda-feira, maio 24, 2004

POESIA DE GLÓRIA DE SANT'ANNA

NOCTURNO

Dentro dos finos dedos das árvores quietas
a noite dorme um longo sono transparente

junto das tépidas aves de olhos ausentes
da clara madrugada que ainda não surgiu.

O esparso e denso azul silêncio ressente-se
e simula agitar-se a uma brisa ténue que não existe,

(e contornaria os muros pálidos e inertes
sem tocar o secreto e desconhecido íntimo das pedras).

Tudo se contém no contorno fixo do seu limite.

Só o mar se desdobra e reflecte inquietamente
a vigília inútil e cansada das estrelas.


Um Denso Azul Silêncio (1965)



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