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sexta-feira, maio 14, 2004

A MORINGA

Gorda, bojuda, de alongado pescoço
liso, macio veludo, recordo-a
cor de cobre emaciado, no extremo
mais recuado da vasta varanda colonial,
emblema da meninice emblemática.


Água puríssima, lavada no sábio
filtro poroso que preserva o sabor a barro,
matando a primeira de todas as sedes,
a que prenuncia, talvez, as outras
para que nunca haverá remédio.

Rui Knopfli


Galeria de Arte


O MORINGUE


O sol que queima as folhas das palmeiras
E os pés caminhantes sobre a areia
O sol que traz o vento e afasta o peixe
Ele não esquentará a água do moringue.
Não há sol no canto desta casa
Há sombras dos luandos que fazem as paredes
A areia do chão traz a frescura da terra
Os caniços do luando têm a frescura
Que trouxeram das terras de Cabíri
Quando, de andar nas canoas, voltamos do mar
E a garganta vem a arder como se era sal
A água do moringue sabe-nos como nada mais.
E, a quem nos pede, com o coração alegre,
Nós a oferecemos, nas canecas de esmalte.

Herrique Guerra


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