Fazendo Caminho I <$BlogRSDUrl$>

sexta-feira, janeiro 02, 2004

[ao pai]


Que andas a fazer pela vertente
deste escalvado ano? A assinar,
ao fundo, os dias em branco?
Deixa que o fumo espirale
a um canto de ti, que envelheces,
quando o regresso das pombas
é já cinéreo, e senta-te na pedra.
Pousa, no joelho, a mão:
o destino permanece
na obscuridade assim acautelada
da palma.
A estirpe debela-se. Esta não a salvam
amores ancilares e pão caseiro.
E homens há de quem o sol não repele
a noite invasora, como um deus instantâneo.


Sebastião Alba
Uma Pedra ao Lado da Evidência

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