Fazendo Caminho I <$BlogRSDUrl$>

sábado, dezembro 20, 2003

NO PRINCÍPIO


A montante Jangamo, fímbria luminosa,
ora mortiça luz bruxuleante morrendo
no longe. Mais perto, Vilanculos,
o lugar onde teria nascido. Logo
o mar, o Bazaruto, areias cintilantes,

senhoras, como estatuetas de arte déco,
roupas de musselina leve, botinas de clara
pelica (entre elas minha mãe, jovem
recém-chegada), colhendo da areia fina
pérolas imperfeitas com que enchem

os tubos vazios do «Optalidon» consumido
nas insónias da véspera. No court de ténis
o majengo agarra-se, apavorado,
à rede protectora, temendo a queda
e o futuro. Contas passadas.


Rui Knopfli
O Monhé das Cobras

Comments:
<$BlogCommentBody$>
<$BlogCommentDeleteIcon$>

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

on-line