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quarta-feira, outubro 29, 2003

António Lobo Antunes foi hoje galardoado com o prémio internacional União Latina de literatura



A ditadura, a guerra colonial, a revolução dos cravos. A descolonização. Exemplos de "experiências dolorosas" e "mesmo melancólicas", nas palavras de Vicenzo Alonso, que conduzem a retratos por vezes mordazes de um Portugal profundo.

Isso mesmo valeu a Lobo Antunes o Prémio União Latina, dotado de uma verba de 12 mil euros.

"Na sua obra, Lobo Antunes faz o retrato de um país que pouco a pouco revela a sua face através de experiências dolorosas e mesmo melancólicas", declarou o presidente do júri.

António Lobo Antunes é uma das figuras mais proeminentes da literatura portuguesa da actualidade e uma das que tem maior projecção internacional.

Com uma escrita "arquitectónica", o escritor-psiquiatra espelha, nos seus livros, uma visão de Portugal através de monólogos e, nalguns casos, de recordações próprias, despojos de memórias que foi acumulando.

Entre as suas obras, contam-se "Memória de Elefante" (1979), "Os Cus de Judas" (1979), "Fado Alexandrino" (1983), "As Naus" (1990), "A Ordem Natural das Coisas" (1992), "Manual dos Inquisidores (1996), ou "Esplendor de Portugal" (1997).

O seu último romance, "Boa-Tarde às Coisas Aqui em Baixo", com a etiqueta da D. Quixote, será apresentado no próximo dia 18 de Novembro.

A União Latina foi fundada em 1954 e reúne 35 países que partilham o mesmo património linguístico, histórico ou cultural latino. O prémio foi criado em 1989 e destina-se a homenagear um escritor de língua latina, sem qualquer distinção de país ou continente. A sua obra deverá merecer ser difundida e traduzida nos países latinos.

O ano passado, o galardão foi para o escritor belga Henry Bauchau. Em 1991, homenageou José Cardoso Pires e, em 1997, Agustina Bessa-Luís.

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